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ALUNO DO ENSINO MÉDIO FICA EM SEGUNDO LUGAR O aluno Hugo Leonardo - 2º ano do Ensino Médio do Colégio Cristão de Belo Horizonte - ficou em 2º lugar geral no 13º Prêmio Nacional Assis Chateaubriand de Redação / Projeto Memória - Fundação Banco do Brasil, realizado no final de 2007
O aluno Hugo Leonardo - 2º ano do Ensino Médio do Colégio Cristão de Belo Horizonte - ficou em 2º lugar geral no 13º Prêmio Nacional Assis Chateaubriand de Redação / Projeto Memória - Fundação Banco do Brasil, realizado no final de 2007. Esse concurso tinha como objetivo estimular os trabalhos de redações nas escolas brasileiras de ensino Público e Privado e a promover a reflexão de assuntos de interesse nacional. As melhores redações feitas pelos estudantes tiveram premiações distintas para os níveis: Ensino Fundamental (1ª a 4ª série), Ensino Fundamental (5ª a 8ª série), Ensino Médio e Ensino Universitário.
O tema desenvolvido pelos alunos partiu de uma pesquisa sobre o pensamento e o trabalho do capixaba Augusto Ruschi, o patrono da ecologia no Brasil, o grande defensor do nosso patrimônio natural.
Parabéns ao aluno Hugo Leonardo pela capacidade e empenho no concurso! Continue aceitando os desafios e você será sempre um vencedor.
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“O homem é o único animal que destrói a casa onde mora.” Na dúvida, lancemos o nosso olhar sobre a natureza e cuidemos para que a inveja não se aposse do nosso coração: o joão-de-barro, as formigas, as abelhas...
Todos ocupam o seu espaço, seguindo o curso de vida que sabiamente a mãe natureza lhes destinou.
No entanto, a relação do homem com a natureza ainda é uma relação de amor x ódio: “você me mantém, me sustenta, mas, a destruo.”
Não. Nem tudo está perdido. Existem aqueles que já avançaram na compreensão de que é possível um novo tipo de relacionamento. Como Augusto Ruschi, que ainda criança “mergulhava” na mata de onde emergia trazendo questionamentos e propostas acerca deste relacionamento.
Sua relação de puro amor para com a natureza o levava a protagonizar cenas pixotescas como a de abraçar um velho jequitibá-rosa para protegê-lo diante do ronco de um trator solidário e convicto da relação de amor x ódio do homem e a natureza. Afinal, o que é uma árvore?
Louco? Visionário?
Augusto Ruschi observou. Pesquisou. Escreveu. Protestou. Deixou o seu legado, mas muito ainda deve ser feito. “Uma andorinha só não faz o verão”, diz a sabedoria popular.
Em meio as noticias alarmantes sobre o aquecimento global e o crescente desrespeito ao meio ambiente, o mundo volta hoje ao debate das melhores estratégias para a preservação da natureza e do próprio homem.
Bom saber que a relação homem e natureza está sendo colocada em xeque.
O desafio: de manter, crescer, satisfazer as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades. Ou seja: é o desenvolvimento econômico, social, científico e cultural das sociedades garantindo a saúde, conforto e conhecimento sem exaurir os recursos naturais do planeta.
As grandes mudanças que precisam ocorrer neste relacionamento não virão da legislação ou de algo parecido. Elas vão efetivamente acontecer quando as pessoas se humanizarem (por mais que pareça contraditório), quando adquirirem a consciência de que todos, sem distinção, têm responsabilidade não apenas ambiental, mas social, em relação ao planeta e aos seus semelhantes.
Apresenta-se aqui e agora a necessidade de uma nova ética, planetária e solidária. Só então o homem enfim compreenderá que sua relação com o meio ambiente, sua casa, pode ser uma relação de amor x amor.
Cuidemos todos para que os beija-flores sempre encontrem uma flor.
Com a palavra, Augusto Ruschi.
(Autor: Hugo Leonardo)
Crédito: Colégio Cristão de Belo Horizonte
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